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A nossa abordagemSustentabilidade

Os edifícios são, à escala mundial, responsáveis por mais de 40% das emissões de CO₂. Esta é a razão pela qual a sustentabilidade deixou de ser um adorno do discurso imobiliário para se tornar um critério estrutural de valor patrimonial.

Sustentabilidade
Um compromisso transversal, não um capítulo à parte

Compromisso transversal

Um compromisso transversal, não um capítulo à parte

Na OneMark Properties, a sustentabilidade não é um departamento, não é um selo aposto no final de um projecto, e não é um argumento de marketing. É uma decisão estruturante que está presente desde a primeira folha de papel — na escolha do terreno, na orientação do edifício, na selecção de materiais, no desenho dos sistemas, na forma como industrializamos a construção e na maneira como pensamos a vida útil do activo ao longo dos próximos cinquenta a cem anos.

Esta posição não é apenas um pilar ético de responsabilidade social. É também um factor diferenciador para a valorização dos activos imobiliários a médio e longo prazo. Os investidores institucionais, os compradores internacionais informados e a próxima geração de proprietários portugueses fazem hoje as mesmas três perguntas: o activo vai manter ou aumentar de valor, vai ser saudável e confortável para quem o habita, e estará protegido das alterações regulatórias que se avizinham. As nossas respostas têm de ser concretas — e são.

Quadro europeu

O quadro europeu até 2050 já está escrito

As datas que se seguem não são prospectivas nem especulativas. Estão inscritas em directivas europeias já aprovadas, com calendário de transposição definido para cada Estado-Membro. Os projectos imobiliários concebidos hoje vão estar de pé em 2050, 2070, e mais além: ou foram desenhados a pensar nesse horizonte, ou serão dispendiosos de adaptar.

Em 2026, cada Estado-Membro tem de transpor a nova directiva europeia dos edifícios (EPBD recast) para a sua legislação nacional. Em 2027, entram em vigor padrões mínimos de desempenho energético: edifícios abaixo do mínimo perdem a possibilidade de ser arrendados a determinados perfis de inquilino. Em 2030, todos os novos edifícios na União Europeia terão de ser Zero-Emission Buildings — sem emissões operacionais significativas. Em 2050, a economia europeia, incluindo o sector dos edifícios, terá de atingir a neutralidade carbónica.

A França antecipou o movimento: desde 2023, todos os novos edifícios públicos franceses têm de incorporar pelo menos 50% de madeira. É o sinal claro do caminho que toda a Europa irá percorrer nos próximos vinte anos.

A OneMark desenha cada projecto para o quadro normativo de 2050, e não apenas para o de 2026. É esta a diferença entre um activo que mantém valor e um activo que terá de ser reabilitado por imposição regulatória dentro de dez anos.

O quadro europeu até 2050 já está escrito

Carbono do edifício

Como é que um edifício emite carbono

Um edifício emite carbono em dois momentos distintos, e perceber esta distinção é a chave para perceber tudo o resto.

A solução não passa por reduzir apenas um dos dois momentos. Passa por reduzi-los em simultâneo, de forma integrada. É exactamente isso que distingue a abordagem OneMark de uma abordagem convencional, em que se constrói primeiro e se tenta compensar depois.

Carbono incorporado — o momento da construção

É o carbono que se liberta para a atmosfera quando o edifício é construído: fabrico de cimento, fabrico de tijolo, fabrico de aço, transporte, montagem. Apenas o cimento corresponde a 7 a 8% das emissões globais de CO₂ — mais do que toda a aviação mundial. Reduzir o carbono incorporado significa repensar materiais, processos e cadeia de fornecimento.

Carbono operacional — os cinquenta anos seguintes

É o carbono que o edifício emite durante a sua vida útil — tipicamente cinquenta a cem anos — através de climatização, iluminação, água quente e equipamentos. Depende inteiramente de como o edifício foi desenhado e do tipo de energia que consome.

Abordagem OneMark

A abordagem OneMark

Os princípios estruturantes traduzem-se em escolhas técnicas concretas, transversais a todos os nossos projectos — do segmento Signature Living ao Curated Living, passando pelos KO-DA Smart Living Lofts.

Trabalhamos para a obtenção de certificações BREEAM, LEED e WELL nas categorias superiores, complementadas com a certificação energética A+ a nível nacional. A nossa abordagem alinha-se ainda com os critérios da Taxonomia Europeia, referência utilizada por bancos e investidores institucionais para classificar investimentos como sustentáveis. Os relatórios de sustentabilidade dos edifícios podem ser disponibilizados durante processos de due diligence, e os números — classe energética, emissões por metro quadrado, consumo anual — são calculados, certificados e verificáveis.

Não há margem para greenwashing. Há critérios públicos, auditores externos e números certificados.

Arquitectura bioclimática e ganhos solares passivos

O edifício é orientado, dimensionado e desenhado para tirar partido do sol e da ventilação natural. A energia mais eficiente é aquela que não se chega a consumir — em inglês, avoided consumption. Esta abordagem traduz-se em menos consumo, mais conforto interior e custos operacionais reduzidos para o proprietário, sem dependência de sistemas mecânicos para compensar más decisões de projecto.

Classe energética A+ e electrificação total

Os nossos edifícios alcançam classe energética A+ — consumo inferior a 25 kWh/m²/ano. Para efeito de comparação, um edifício português dos anos 80 consome tipicamente entre 150 e 200 kWh/m²/ano. Um projecto OneMark consome, portanto, seis a oito vezes menos energia, com tradução directa na factura mensal ao longo de toda a vida útil do imóvel. Toda a energia é eléctrica — climatização, água quente, cozinha. O gás natural é combustível fóssil, e a rede eléctrica está a tornar-se progressivamente mais verde, ano após ano. Quem opta hoje pela electrificação total beneficia automaticamente desta transição, sem necessidade de qualquer intervenção adicional.

Bombas de calor, recuperação e produção fotovoltaica

Substituímos as caldeiras tradicionais por bombas de calor água-ar, que aquecem, arrefecem e produzem água quente com uma eficiência três a quatro vezes superior à dos sistemas convencionais. Os sistemas de ventilação incorporam recuperação de calor. Sempre que viável, integramos painéis solares fotovoltaicos no próprio edifício, individualmente ou em comunidade energética, permitindo atingir os patamares NZEB (Nearly Zero-Energy Building) ou ZEB (Zero-Emission Building) — já hoje, antecipando o standard europeu de 2030.

Materiais bio-baseados e descarbonização construtiva

A construção convencional baseia-se em materiais com elevada pegada de carbono. A nossa abordagem progride no sentido oposto: industrialização da construção fora do estaleiro, redução substancial dos resíduos em obra, e introdução progressiva de materiais com pegada de carbono baixa ou negativa — em particular madeira de engenharia (CLT, glulam, estruturas em timber frame) proveniente de florestas com gestão sustentável. Cada metro cúbico de madeira utilizado num edifício armazena aproximadamente uma tonelada de CO₂ retirado da atmosfera, e mantém-no fora do ciclo durante toda a vida útil da construção. É o que se designa por carbono biológico armazenado. Soma-se a este efeito uma consequência colateral relevante para Portugal: a procura por madeira de qualidade incentiva a gestão activa das florestas, contribuindo para a redução do risco de incêndio.

Tecnologia, IoT e conforto

Os edifícios OneMark integram automação de raiz — termostatos inteligentes, iluminação adaptativa, monitorização de qualidade do ar interior. O conforto torna-se uma consequência do desenho, não uma exigência permanente sobre o utilizador. A neuroarquitectura, disciplina que estuda como o espaço construído influencia o bem-estar e o comportamento, informa decisões sobre luz natural, acústica e proporção dos espaços. Os resultados são tangíveis para quem habita o imóvel todos os dias.

Validação independente

A sustentabilidade dos nossos projectos não é uma afirmação da OneMark — é uma verificação externa, conduzida por entidades certificadoras internacionais segundo critérios públicos e auditáveis.

Factor de valor

Sustentabilidade como factor de valor

A OneMark Properties construiu a sua proposta de valor em torno da convicção de que a sustentabilidade — quando integrada desde o início, não acrescentada no fim — é simultaneamente a coisa certa a fazer e a decisão financeira mais sólida. Um edifício desenhado para o quadro regulatório de 2050 é um activo protegido do risco de obsolescência. Um edifício de classe A+, electrificado e com produção própria, oferece custos operacionais reduzidos durante toda a sua vida útil. Um edifício certificado por entidades independentes é um activo líquido nos mercados internacionais.

O nosso compromisso é traduzir tudo isto em projectos que se distinguem pelo desenho, pela inteligência espacial, pelo conforto, e pela durabilidade dos valores que representam. Edifícios pensados para durar — em qualidade, em valor, e em identidade.